Dentro de cada um de nós esplende, sem desmaio, a claridade libertadora, no pensamento de renovação para o bem comum que devemos cultivar e intensificar em cada dia da vida.”

sábado, 19 de novembro de 2011

LIGAÇÕES FAMILIARES


    
 Quanto possível, esforça-te – mas esforça-te de verdade – para viver em harmonia com os parentes que te pareçam menos afinados com os teus pontos de vista.
    No Plano Físico, não nos achamos vinculados com alguém, nos laços da consangüinidade,
sem justa razão de ser.
    Aqueles que alimentam ódio e aversão, quando desejosos de melhoria, são induzidos por
Benfeitores da Vida Sublimada, a se reencarnarem juntos, a fim de apagarem as labaredas
de discórdia que lhes atormentam a vida íntima, através de provações atravessáveis em
comum.
    Se os propósitos desse ou daquele familiar te parecem claramente opostos aos ideais
superiores que abraças, abençoa-o com os teus melhores pensamentos e não lhe barres os
passos no caminho das experiências que se lhe fazem precisas.
    Não desprezes teus pais ou teus filhos por serem desorientados ou doentes, porque talvez
tenhas sido, em existências já transcorridas, a causa direta ou indireta dos desequilíbrios ou
enfermidades que patenteiam.
    Em muitas ocasiões, terás renascido em consangüinidade com parentes rudes e, às vezes,
cruéis, unicamente por amor a eles, de modo a auxiliá-los na transformação necessária, com
as tuas demonstrações de tolerância e paciência, devotamento e humildade.
    Se depois de sacrifícios inumeráveis em favor de parentes determinados – e isso acontece
freqüentemente entre pais e filhos – notas, no íntimo, que a tua consciência se reconhece
plenamente quitada para com eles, sem que esses mesmos familiares, após longo tempo de
convivência, demonstrem o mínimo sinal de renovação para o bem, deixa que sigam a
estrada que melhor se lhes adapte ao modo de ser, porque as Leis da Vida não te obrigam a
morrer, pouco a pouco, a pretexto de auxiliar aos que te recusam o amor.
    Uma criança terna e inesquecível que retorna ao Mais Além, nos primeiros tempos da
infância, quase sempre é um coração profundamente dedicado ao teu progresso espiritual
que apenas regressou ao teu convívio doméstico, a fim de acordar-te, para as realidades da
alma, através da saudade e da afeição.
    Se não tens a devida força para carregar os compromissos que assumes diante de uma
pessoa, com que partilhaste as alegrias do sentimento, nunca abandones a criança ou as
crianças que houverem nascido de semelhante união.
    Educa ou reeduca os pequeninos, sob a tua responsabilidade, enquanto na infância tenra,
facilmente amoldável aos teus princípios de natureza superior, mas diante dos familiares
erguidos à condição de adultos, respeita-lhes a liberdade de caminhar no mundo, conforme
as suas próprias escolhas, porque nem todos conseguem trilhar o mesmo caminha para a
união com Deus.

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